15/10/2019

O papel social e econômico da seda no Brasil

A sericultura (atividade voltada a criação do bicho-da-seda) apresenta características voltadas para o agronegócio familiar e possui um importante papel social e econômico, sendo indispensável na geração de empregos e fonte de renda para pequenos produtores rurais, ajudando a fixar famílias no campo como, por exemplo, no Vale da Seda, onde aproximadamente quatro mil famílias se ocupam com a atividade. Ambos os fatos contribuem para que o êxodo rural não seja expressivo e o contingente urbano não aumente.

Atualmente, o Brasil ocupa o 3° lugar como maior produtor de seda do mundo, atrás apenas da China e da Índia, e 96% da sua produção são vendidos para países como Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Itália e França. Esses são fatores que contribuem para o fortalecimento da economia nacional.

Na época atual, o nosso país possui o Norte do Parána como região conhecida por produzir os melhores fios de seda do mundo. O paraná é também o maior produtor de fio de seda do País, responsável por 84% da produção nacional com um volume anual de 2.533 toneladas de casulos verdes. A produção brasileira é de 3.008 toneladas de casulos na safra 2018/19 segundo a Agencia de notícia do paraná.

A nossa seda brasileira é utilizada por diversas marcas nacionais como a Gamboa Brasil e também é a queridinha usada por diferentes grifes internacionais como, por exemplo, a tradicional e sofisticada grife francesa Hermès, conhecida em todo o mundo pelo charme e durabilidade de suas peças.

Ademais, além da exportação do tecido da seda para outros países, algumas industrias brasileiras também ganham exportando as larvas que participaram da produção. Essas, por sua vez, possuem um alto índice de nutrientes e são transformadas em ração para alimentação de peixes em países como o Japão.

Ficou curioso(a) para saber mais sobre o papel da seda no Brasil? Confira o post completo em nosso blog.