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26/04/2024

Sustentabilidade

A Gamboa Brasil é uma marca sustentável!

Gamboa Brasil é uma marca sustentável adepta ao slow fashion e fiel na utilização da mão de obra e matéria-prima nacionais atrelando sustentabilidade na produção, design e valorização da seda produzida no Brasil. A Gamboa Brasil produz coleções em pequenas escalas com edição limitada de peças exclusivas e sofisticadas, permitindo e induzindo as clientes a consumirem moda de forma mais consciente e sustentável.

Nossa marca escolheu a seda brasileira por ser uma fibra de origem animal e 100% natural que, consequentemente, decompõe-se em até 3 anos, diferente das fibras sintéticas produzidas em grande escala para marcas fast-fashion que, além de serem facilmente descartadas, demoram entre 100 e 300 anos para se decompor em lixões, gerando uma grande quantidade de resíduos e impacto negativo ao meio ambiente. Sabemos ainda que é difícil ver uma peça nobre de seda pura sendo descartada por aí e acumulada no meio ambiente.

Além disso, a marca é adepta ao upcycling e faz um interessante trabalho sustentável com reaproveitamento de sobras deste tecido tão nobre, produzindo outras peças artesanais como pequenos acessórios em seda pura evitando, dessa forma, o descarte dos resíduos no meio ambiente e gerando renda para costureiras autônomas de comunidades mais simples.

 

Sericultura no Brasil X Balanço de carbono positivo

É uma produção sustentável? Essa é uma pergunta muito comum e um dos fatos desconhecidos por muitos é que sim, a produção da seda no Brasil possui um caráter sustentável.

As amoreiras necessárias para alimentação e cultivo do bicho-da-seda sequestram uma quantidade de carbono 30 vezes superior à pegada de carbono gerada pela peça de seda em toda a sua vida útil, sendo assim a seda se caracteriza por ser a única fibra cuja produção gera um balanço de carbono positivo.

Podemos destacar, ainda sobre as amoreiras, que os agrotóxicos não são utilizados em seu cultivo, caracterizando uma cadeia produtiva limpa, a fim de que os bichos-da-seda não tenham seu desenvolvimento e ciclo de vida afetados e, consequentemente, a qualidade da seda não seja prejudicada.

O papel social e econômico da seda no Brasil

A sericultura (atividade voltada a criação do bicho-da-seda) apresenta características voltadas para o agronegócio familiar e possui um importante papel social e econômico, sendo indispensável na geração de empregos e fonte de renda para pequenos produtores rurais, ajudando a fixar famílias no campo como, por exemplo, no Vale da Seda, onde aproximadamente quatro mil famílias se ocupam com a atividade. Ambos os fatos contribuem para que o êxodo rural não seja expressivo e o contingente urbano não aumente.

Atualmente, o Brasil ocupa o 3° lugar como maior produtor de seda do mundo, atrás apenas da China e da Índia, e 96% da sua produção são vendidos para países como Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Itália e França. Esses são fatores que contribuem para o fortalecimento da economia nacional.

Na época atual, o nosso país possui o Norte do Paraná como região conhecida por produzir os melhores fios de seda do mundo. O paraná é também o maior produtor de fio de seda do País, responsável por 84% da produção nacional com um volume anual de 2.533 toneladas de casulos verdes. A produção brasileira é de 3.008 toneladas de casulos na safra 2018/19 segundo a Agencia de notícia do paraná.

Assim como nós da Gamboa Brasil que fazemos uso da seda pura, essa matéria-prima que se encontra fortemente presente em nosso DNA, a sofisticada e conhecida grife francesa Hermès e outras marcas internacionais de grande porte também fazem uso deste tecido nobre produzido no Brasil, fortalecendo a demanda para esse tipo de agricultura tão importante para milhares de famílias.

Ademais, além da exportação do tecido da seda para outros países, algumas indústrias brasileiras participam de uma grande tendência mundial, que se trata de ração orgânica, exportando também as larvas que participaram dessa cadeia produtiva. Neste processo sustentável, nada é descartado, as larvas que sobram da produção são totalmente aproveitadas, transformadas em ração com altíssimo valor nutritivo e exportadas para países como o Japão para alimentação de peixes criados em cativeiro.